Como acontece?

   A dor na mama, conhecida como mastalgia, é a queixa clínica mais comum no consultório de um mastologista. A mastalgia ocorre das formas mais variadas e são descritas como sensações de fisgadas, agulhadas , queimação, aperto ou peso na mama e, normalmente, associa-se ao inchaço. Muitas mulheres referem sentir dor em apenas uma das mamas e até mesmo em um segmento específico de uma mama, mas não é raro a ocorrência de dor difusa e bilateral.

Quais as causas?

 

   Na maior parte dos casos a dor está relacionada a fatores hormonais, que incluem o período pré-menstrual (mais comum), uso de anticoncepcionais e reposição hormonal. Lembrando que o estresse e a ansiedade também causam modificações hormonais na mulher que podem piorar a dor. 

  Causas menos comuns se relacionam a trauma e infecções (mastites). Nódulos e cistos não costumam ter relação direta com a dor embora levem a grande preocupação e ansiedade por parte das pacientes. 

Como melhorar?

   Manter a calma é sempre importante e faz parte do tratamento. Em geral as mulheres que entram na menopausa sentem um alívio da dor decorrente da redução do estímulo hormonal no tecido glandular mamário, com isso, ocorre menos inflamação e os inchaços ficam menos frequentes.

   As terapias medicamentosas têm como objetivo o controle da inflamação e inchaço local e consistem no uso de anti-inflamatórios orais pu tópicos e analgésicos. Dores causadas por mastites devem ser tratadas com antibióticos específicos indicados pelo especialista. O uso de compressas mornais no local da dor também ajuda a reduzir o processo inflamatório e consequentemente melhora a dor.

   Vale lembrar que nódulos e cistos, embora não sejam causa comum de dores, devem sempre ser avaliados com cautela. O câncer de mama em grande parte dos casos é assintomático e não está associado a dor, por este motivo, a visita periódica ao mastologista para exame clínico e exames de imagem de rotina são fundamentais mesmo em pacientes que não sentem nada, só assim um eventual nódulo cancerígeno poderá ser precocemente identificado e devidamente tratado. Quanto mais cedo o tratamento, maiores as chances de cura!